Um só coração



Um só coração


Deus esta apenas esperando a unidade da igreja para poder nos abençoar!


Filipenses 2:1 ao 8 Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, 2completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. 3Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. 4Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. 5De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. 7Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.


A necessidade de união entre todos os irmãos.


Este é o assunto da carta aos Filipenses, ou pelo menos um de seus temas mais destacados. Ao olharmos para muitas das Igrejas locais nos nossos dias,vemos como estamos falhando nisto. Ao invés de união, vemos desunião; ao invés de concórdia, vemos contendas entre irmãos. Ficamos preocupados e queremos acabar com isto, mas não sabemos como. Onde encontrar a resposta? Não há dúvidas de que o Senhor sabia que haveria tais situações nas Igrejas. É só lembrar que, na primeira vez que lemos de uma Igreja local no Novo Testamento, vemos um problema entre dois irmãos.


Matheus 18:15 ao 20 Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão.16 Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada.17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.19 Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.20 Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.


Então, se o Senhor já havia previsto tais problemas, é lógico que Ele tem deixado nas Escrituras a solução dos mesmos. É necessário que cada irmão descubra os meios e em obediência sincera à palavra e coloque em prática.


Sintais o mesmo, ou tendes o mesmo sentimento.


Filipenses 2:2 Para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.


Estas palavras significam ter uma mesma disposição mental, uma mesma opinião que nos leva a uma mesma direção, um mesmo objetivo, uma verdadeira harmonia. Este é o remédio para o problema da desunião, da discórdia: todos tendo o mesmo sentimento. Alguns, nesta altura, poderão argumentar: “Isto é impossível. Cada um de nós tem diferentes modos de pensar, somos uns diferentes dos outros. Como vamos sentir a mesma coisa? Como vamos ter a mesma opinião? É verdade que existem estas divergências, mas será que Paulo não sabia disto? Ou melhor, será que o Espírito Santo que inspirou Paulo a escrever esta carta não sabia? Claro que sabia. Então porque Ele manda que sintamos o mesmo sabendo que somos diferentes? Certamente porque, ainda que pareça difícil termos o mesmo sentimento, isto não é impossível. Considerando os contextos onde aparecem as expressões sintais o mesmo, podemos encontrar a resposta.


O que de fato Paulo quer dizer.


Filipenses 2:2 a 5. “Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa”.


A exortação continua até o verso 4 e podemos ver nestes versículos, de uma forma positiva, que o grande problema da falta de união é o”eu”. Isto é, cada um querendo que sua idéia prevaleça, achando que o seu modo de pensar é o mais correto, etc. Não é exatamente isso que Paulo manda evitar nestes versículos? Ele diz: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade” (3a). Fazer alguma coisa por vanglória é fazer para que o meu “eu” seja destacado, para que todos possam notar o que eu estou fazendo. Não, irmãos, esta não deve ser a nossa atitude. Por outro lado, não devemos ficar parados sem fazer nada. A orientação é: faça, mas por humildade. Tudo que formos fazer não deve ser para destacar o nosso “eu”, não deve chamar a atenção a nós, mas deve ser nossa preocupação exaltarmos o Senhor em tudo que fizermos.


Paulo diz: “… Cada um considere os outros superiores a si mesmo” (3b). Agora vemos como devemos tratar os demais irmãos. Não simplesmente achando que somos todos iguais, que todos temos os mesmos direitos. Isto pode até ser correto aos nossos olhos humanos, mas não aos olhos de Deus. Se estamos interessados em viver na benção do Senhor e preocupados com a paz e harmonia da Igreja,“Considere os outros superiores a si mesmo”. Ou, a mesma verdade em outras palavras, devemos nos considerar o menor entre todos os santos.


Efésios 3:8 ao 12 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo 9e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, 10para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, 11segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, 12pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.

É isto que o Senhor nos ensinou :


João 13:13 ao 20 Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. 14 Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16 Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. 17 Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes. 18 Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.19 Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que Eu Sou. 20 Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.


Jesus Cristo sendo Senhor e Mestre se fez servo deixando-nos exemplo, mostrando que Ele sendo o maior se fez o menor. Depois Ele disse: “Não é o servo maior que seu Senhor. Agora notem que precioso ensino temos aqui: Quando pensamos que somos superiores aos nossos irmãos, então estamos nos fazendo superiores Àquele que se fez servo. Irmãos, que aprendamos a considerar os outros superiores a nós, pois só assim poderemos evitar muitas contendas.


Voltando para o nosso texto em Filipenses 2:4 podemos ver como na prática eu posso considerar meus irmãos superiores a mim mesmo. Ele diz: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. Eu não devo cuidar só daquilo que é do meu interesse, mas também daquilo que interessa aos outros. Devo ter como objetivo o bem estar do meu irmão, ou irmãos. E que privilégio quando agimos assim. Paulo nos mostra que quando procuramos os interesses dos outros e não os nossos próprios, quando temos este sentimento de humildade, não estamos de modo algum sendo “bobo” dos outros, mas estamos tendo o sentimento e a atitude mais sublime que alguém já teve, pois estamos tendo o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Aqui está, irmãos, a solução das nossas divergências, das opiniões diferentes, dos pensamentos contrários: basta termos todos o mesmo sentimento de Cristo Jesus. Podemos afirmar que Cristo é o nosso “denominador comum”.


No momento que nós deixamos o nosso “eu” e começamos a sentir como o Senhor, então sentiremos as mesmas coisas.


Filipenses 4:2 ao 7 Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor. 3E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida. 4 Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos. 5Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens.


Perto está o Senhor. 6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. 9O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco.


A outra ocorrência que vamos considerar em Filipenses 4:2 e 3. É a respeito de duas irmãs, Evódia e Síntique, as quais haviam trabalhado com Paulo no Evangelho (3), mas que agora estavam tendo pensamentos diferentes, discórdia mesmo. Paulo roga então a um irmão, provavelmente Epafrodito, o portador desta carta (Fp 3:25), que as ajude a sentirem o mesmo no Senhor.


Em primeiro lugar precisamos aprender que nunca devemos dispensar ajuda de outros irmãos ou irmãs mais experientes quando estes querem nos mostrar o melhor caminho a seguir. Pelo contrário, devemos até procurar o auxílio deles. Quantas vezes vemos problemas entre irmãos e somos impedidos de fazer qualquer coisa para ajudar, pois um dos irmãos, ou ambos, não permitem ou não querem ser ajudados. Parece que não querem mais viver em união, preferem ficar isolados. Não deve ser assim, mas ao contrário, além de nos esforçarmos para a reconciliação, devemos aceitar com alegria toda verdadeira ajuda dos irmãos. Estas irmãs tinham que sentir o mesmo, mas isto no Senhor. Não era a opinião de Evódia que devia preva-lecer, nem a de Síntique, mas a do Senhor. Provavelmente uma delas tinha mais razão, mas não vemos Paulo pedindo a Epafrodito que ele investigasse quem tinha mais razão e obrigasse a outra a concordar com ela. Antes, Paulo mostra que o que devia prevalecer era o que o Senhor pensava; este era o ponto de união entre elas: sentir o mesmo no Senhor.


Temos hoje situações semelhantes na Igreja. Às vezes com relação a um ensino, uma doutrina, ou como realizar um trabalho, etc.


Como resolver isto?


A solução é sentir o mesmo, mas o mesmo que o Senhor sente. Em outras palavras, é ficarmos, não com a opinião de fulano, nem com a de sicrano, nem mesmo com a nossa, mas sim com a opinião das Escrituras, não importando se fulano ou sicrano é que está certo. Com isso vemos como é necessário examinarmos com perseverança as Escrituras para não sermos enganados por homens, e para podermos saber a vontade do Senhor que Ele tem revelado na Sua Palavra. Teremos plena união quando tivermos a sensibilidade de sentirmos o que o Senhor esta sentindo. Quando os nossos pensamentos estiverem em harmonia com as Escrituras e pensarmos a mesma coisa, é pó isso que o Senhor através do apostolo Paulo recomenda que a nossa mente seja renovada e tenhamos a mente de Cristo. Aí teremos uma verdadeira união. Porem se o nosso “eu”, nossos pensamentos, nossos sentimentos egoístas, nos dominar isso causará desunião e contenda entre o povo de Deus. Renunciemos a nós mesmos e vivamos a Cristo, e teremos uma união maravilhosa.


Gálatas 2:20 vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.


I Coríntios 1:10 “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentimento e um mesmo parecer”


Salmos 133:1 “Oh, quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”


Spurgeon disse certa feita: “Eu penso que é pelo caminho da Bíblia que todos os cristãos poderão se unir. Nenhum de nós gosta das divisões do cristianismo. Acabaríamos com elas, se pudéssemos, mas não sabemos como. Todos os planos que eu já tenho visto só conseguiram um êxito parcial. Mas quando todos nós nos voltarmos à Palavra de Deus, e cada um disser: 'Pronto, eu retirarei qualquer palavra que eu tenha dito que não esteja de acordo com o espírito deste Livro', então iremos todos nos unir.” Estas são, sem dúvida, palavras muito sugestivas, e seria proveitoso considerar alguns dos pontos que elas destacam.


O Sr. Spurgeon disse que ele pensa que é pelo caminho da Bíblia que todos os cristãos poderão se unir. E ele também parece perceber que, para que tal união aconteça, pelo caminho da Bíblia, todos terão que testar suas palavras e seus métodos pelas Escrituras, abandonando tudo que não estiver de acordo com elas. Certamente, seria impossível obter uma união santa por qualquer outro meio.



Mas se é isto que cada um deve fazer para conseguir esta união, então todos são responsáveis; não simplesmente para poder alcançar a unidade, mas porque esta é a vontade de Deus para nós. E isto nos traz a um princípio muito importante, mas lamentavelmente isto tem sido esquecido.


Um conselho que sempre ouvia de meus pais!


Quando eles iam se ausentar de casa por algumas horas, eles davam duas instruções para nós. A primeira é que todos deveriam brincar juntos, e a segunda é que não deveríamos passar do portão de casa para fora. A primeira instrução era para que não houvesse brigas entre nós para que não houvesse discussões e nós nos entendesse, como convém a irmãos e irmãs. A segunda ordem, é que não deveríamos sair da casa e do quintal. Por que ? Por causa dos perigos constantes. Imagine depois que os pais saem, um dos filhos decide que quer dar uma volta. Os outros o advertem, mas ele não escuta. Depois de algum tempo, ele volta, com histórias atraentes do prazer que ele experimentou, e consegue convencer mais um ir com ele. Mais tarde, o outro se unem aos três filhos desobedientes, e só um fica em casa. Os quatro se esforçam para levarem este último também. “Você não lembra”, eles falam, “o quanto que papai nos exortou para que ficássemos juntos?” “Sim”, ele responde, “eu lembro, mas ele também nos disse para não sairmos de casa. Ele pediu que estivéssemos todos juntos, pois é muito triste ficar sozinho; mas, se quisermos obedecer ao papai, teremos que ficar aonde ele mandou”. “Ah, mas você está se esquecendo”, eles insistem, “o quanto ele frisou que devemos ficar juntos, e só uma vez ele disse que não deveríamos sair de casa. Não pode haver muito mal em sairmos, conquanto que todos nós fiquemos juntos, porque era isto que papai mais queria”. A pergunta que fica no ar é:


Será que alguém seria iludido com este tipo de argumento?


Se perguntarmos quem foi o mais obediente, a resposta é clara. Aquele que ficou em casa foi o único filho obediente, e ele obedeceu a ambos os mandamentos, apesar de estar sozinho. Ele obedeceu a ambos os mandamentos porque ele ficou aonde seu pai mandou que ficasse, e estava disposto a se unir alegremente com os outros ali. Dês de que fosse uma união em obediência aos seus pais. O princípio, então, que queremos destacar, é que Deus exige nossa obediência individual aos Seus mandamentos, mesmo que outros não estejam obedecendo; e que, quando um mandamento é dirigido aos santos coletivamente, para que obedeçam juntos, aqueles que estão dispostos a seguir este mandamento da maneira como Deus o deu são verdadeiramente obedientes, mesmo que, devido à recusa de outros em se unirem à eles, seja impossível executar, na prática, este mandamento.


Nos dias de Oséias


Deus desejava que as doze tribos de Israel subissem a Jerusalém para adorar, assim como nos dias de Davi e Salomão; mas as dez tribos que haviam se rebelado, com Jeroboão, preferiram ir a Dã e Betel, e recusaram se unir com Judá e Benjamim. Mas este fato não alterou, de maneira alguma, o que Deus esperava daqueles que eram fiéis à Sua palavra. Deus tinha dito que todos deveriam estar juntos, é verdade, mas deveriam estar juntos no lugar que Deus havia escolhido para por o Seu nome.


Ajuntar em qualquer lugar de sua própria escolha seria plena desobediência, ao passo que aqueles que foram ao lugar determinado por Deus, e estavam dispostos, ali, a adorar na companhia de qualquer outro que também estivesse ali, estavam cumprindo o mandamento de Deus, independentemente da atitude dos outros. Por isso encontramos o profeta dizendo:

Oseías 11:12 “Efraim me cercou por meio de mentiras, e a casa de Israel com engano; mas Judá ainda domina com Deus, e é fiel com o Santo”.


A casa do pai é o grande laboratório de uma união verdadeira!


É justamente esta idéia que tem se formado em vários corações, Devemos entender que esta união só será verdadeira pelo caminho da palavra de Deus. O filho que percebe isso tenta persuadir os outros que o caminho que devem seguir é retornar à casa de seu pai, e então terá sido resolvido, da única maneira possível, o problema de todos estarem juntos. Mas eles não estão preparados para isto, e qual deve ser a atitude daquele que vê o caminho correto? Será que ele deve parar onde está, e voltar ao bosque com seus irmãos, até que todos os outros estejam juntos? Ou será que eles devem voltar imediatamente para casa dos pais? Quem pode duvidar que esta última alternativa é a única solução? Mas os outros poderão argumentar que ele só irá dificultar as coisas e criar outra divisão. “Já estamos divididos mesmos, e você quer fazer mudar isso ? Justo você que está pregando sobre unidade!”. ”... a fim de que todos sejam um” foi à oração do Senhor Jesus, e é a vontade de Deus, pois toda oração do Filho estava em perfeita harmonia com a vontade do Pai. Mas antes destas palavras Ele havia dito:


João 17: 14,17 e 19 “Eu lhes tenho dado a Tua Palavra, … A Tua Palavra é a verdade. … E a favor deles Eu me santifico a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade”.


A unidade deveria ser de acordo com a verdade.


Se fizermos da união nosso principal objetivo, iremos encontrar vários meios de conseguí-la, poderemos até ter uma aparência de sucesso; mas não estaremos andando na verdade, e nada daquilo que alcançarmos terá relação com a oração do Senhor Jesus. Por outro lado, aqueles que estão realmente separados pela verdade, mesmo que esta separação seja, não só do mundo, mas também de irmãos que não estão seguindo a Palavra de Deus, estarão em harmonia com toda a oração registrada em João 17.


O pastor isolado ou individualista!


Muitos pastores acham que conseguem exercer o seu ministério por si mesmo; acham que não há necessidade para unir-se . Eles dizem: “Quero exercer meu ministério livremente, quem manda na minha igreja sou eu. Temos o nosso relacionamento pessoal com Cristo e não precisamos de nos relacionar com a região e outras igrejas . Não podemos orar sozinhos? Certamente que sim. Não podemos ler a Bíblia, sozinhos? Sem dúvida. Por que, então deveríamos nos dar ao trabalho de tentar nos comunicar com os outros irmãos? Porque não termos comunhão a sós com o Senhor?” Devido à necessidade de contrapormos tais idéias, deve ser mostrado aos pastores que eles devem unir-se à Igreja a despeito de suas opiniões pessoais. Eles necessitam ver que a salvação possui dois aspectos.


Devemos nos unir à Igreja e Região!


Em primeiro lugar por haver o aspecto pessoal. Sob esse aspecto, alguém pode receber vida e pode orar ao SENHOR. Pode fechar-se em um quarto e crer no Senhor. Mas se tudo que conhecer for esse aspecto pessoal da salvação, ele não terá um desenvolvimento normal, não conseguirá perseverar e nem tampouco terá grande progresso. Nunca se viu um crente do tipo ermitão (caseiro, solitário, anti-social). Ele só deseja se unir com pessoas que tenham as mesmas afinidade pois não gosta de ser contrariado, isto é as pessoas que convive com o Ermitão devem pensar do mesmo jeito. Sabemos que para progredir na vida cristã não é assim. Precisamos viver em união independentemente das nossas indiferenças é ai que a palavra de Deus entra em ação. Note que há união que Deus exige e de acordo com a palavra, e não pela nossa forma de pensar. Há outros, no entanto, que crêem que um cristão pode ser do tipo ermitão, escondido nas montanhas, alheio a tudo, exceto à comunhão com o SENHOR. Devemos observar, entretanto, que a edificação espiritual de pessoas assim é, em geral, um tanto quanto superficial, pois quando confrontadas, com situações reais, elas são incapazes de suportá-las. Quando as circunstancias aparentemente são favoráveis, elas talvez consigam prosseguir, em circunstancias adversas, porém, são incapazes de perseverar.


O aspecto corporativo!


A vida cristã possui outro aspecto – o aspecto corporativo.


A Palavra de DEUS nos ensina sob o ponto de vista corporativo ninguém pode ser um cristão independente. Tão logo alguém é salvo, ele se torna um membro da família de DEUS, um dos filhos de Deus. Essa é uma das primeiras revelações da Bíblia, Aquele que nasce de novo dentro da casa de Deus torna-se, então, um filho dentre muitos outros. A revelação seguinte é que todos os salvos se tornam, juntamente, a habitação de Deus, a casa de Deus. Esta casa se difere da primeira por ser um lugar de habitação, enquanto a primeira é um lar. Esta revelação é seguida ainda de outra revelação de como todos os cristão são unidos como corpo de Cristo e são membros um dos outros. Vamos considerar esses três aspectos com mais detalhes.


  1. Somos filhos de Deus juntamente com muitos outros.


A vida que alguém recebe ao crer no SENHOR é compartilhada com muitas outras pessoas. Mesmo observando sob uma perspectiva, quer seja da família de Deus, da habitação de Deus ou do corpo de Cristo, o que o que crente vê é que ele é apenas uma das partes de um todo. Como pode ele desejar, então, viver isoladamente? Agir assim certamente significa perder a plenitude que há em Deus. Ele pode buscar manter a comunhão com Deus, porém ele perderá muito se não estiver adequadamente unidos aos outros. Ele não será capaz de transmitir plenamente a luz da vida mais alta e abundante, pois somente na Igreja essa plenitude é encontrada.


Você não é filho único!


Como poderia alguém pertencer a uma família de cinco irmãos e irmãs e não se comunicar com eles? Se for filho único, não posso me comunicar-se com meus irmãos e irmãs porque eles não existem. Se não sou filho único, mas um dentre cinco, apenas parte da família, como poderia sugerir não me relacionar com os meus irmãos e irmãs e me considerar filho único de meu pai? Poderia eu me fechar em um quarto e dizer para o resto da família para não me incomodar porque sou filho único? Poderia, então, não Ter mais nada a ver com eles?


Ao crer no Senhor, alguém não se torna o filho único, na verdade ele se torna um entre milhares. É exatamente esse fato que elimina a possibilidade de alguém voltar-se exclusivamente em direção ao Pai. Apesar de ser possível ser filho único em uma família terrena, ao crer no Senhor você nasce na maior família do mundo. Família nenhuma pode ser maior do que essa família de Deus, pois ela inclui inúmeros de irmãos e irmãs. Não desprezem pelo fato de serem tantos, pelo contrário, procure conhecê-los e comunicar-se com eles, uma vez que você mesmo é um deles.

Precisamos ter desejo de conhecer aqueles que são nossos irmãos .


Se você não possui desejo algum em conhecer seus irmão e irmãs, eu me pergunto se você é realmente um irmão ou irmã no Senhor. Como pode alguém que é nascido de Deus não ser tocado em seu coração por aqueles que também são nascidos de Deus? Poderia ele recusar-se estender a eles a destra da comunhão?


I João 1:3 O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.


Preocupar-se somente com o bem-estar próprio não é um conceito cristão. Agora pertencer a uma família é estar comprometido. Tal relacionamento tem a origem na vida de Deus que é estar cheio de amor. Quem não anseia pelos irmãos e irmãs? Quem não deseja encontrá-los e com eles ter comunhão? Isto é algo maravilhoso! Tem pessoas que termina o culto eles se mandam, não é porque tem que trabalhar ou precisam sair, a bem da verdade não querem conversar ou ter comunhão com seus irmãos. Eu lhes garanto que esta pessoas não ainda não nasceram de novo e não são guiados pelo Espírito Santo.


Lembre-se de que mesmo recebendo a vida de Deus pessoalmente, a vida que você recebe pertence a milhares de filhos de Deus; o que você recebe é apenas uma parte de um todo. A própria natureza da sua nova vida não é independência ela requer que você tenha comunhão com os demais irmãos e irmãs.


2. A Igreja é a habitação de DEUS


Consideremos, agora, o segundo ponto. A Bíblia nos revela a coisa mais maravilhosa quando nos mostra que a igreja é a habitação de Deus. Isso é encontrado em


Efésios 2: 1 Todas as revelações de Efésios possuem tremendas dimensões e esta, no capítulo 2, é uma delas. Devemos saber que DEUS possui um lugar de habitação, uma habitação na terra. A idéia na Bíblia de uma habitação para Deus começa no Tabernáculo e continua até hoje na igreja. No passado, Deus habitou em uma casa magnífica, o templo de Salomão. Ele agora habita na igreja, porque hoje a igreja é a habitação de DEUS. Como indivíduos, no entanto, não o somos. São necessários muitos do filhos de DEUS para serem a sua casa em Espírito. Isto está de acordo com


I Pedro 2:5, “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual”.


Como essa casa é edificada? Com pedras vivas, não pedras mortas. O templo de Salomão foi construído com pedras mortas, mas a casa de Deus hoje é construída com pedras vivas. Pedro era uma pedra viva, pois esse é o significado do seu nome. Ao colocar juntas essas pedras vivas, Deus obtém o Seu templo.


Pode um crente sozinho ser uma casa?


É um mau sinal se não existem pedras edificadas sobre outras pedras, pois expressa a idéia de ruínas. Quando não há pedras edificadas sobre outra pedra, isso fala da desolação que vem depois do julgamento. Para que uma casa seja edificada, é necessário que pedras sejam edificadas sobre outras ligadas umas às outras. Graças a Deus, você foi salvo, confiou em no Senhor Jesus, e agora você é uma pedra viva. Portanto não esconda a sua pedra em algum lugar isolado. Permita que ela seja edificada juntamente com outras pedras e assim você terá uma casa.


Deixar pedras espalhadas ou separadas não é apenas inútil, mas também pode tornar-se motivo de tropeço.


Tão logo alguém crê no Senhor, ele se torna uma das pedras na habitação de Deus. Mas enquanto não se relaciona com outras pedras, ele é inútil. É como peças em um automóvel o carro só é capaz de se movimentar se todas as muitas peças forem colocadas juntas. Que utilidade tem alguém que permanece sozinho? Ele não irá usufruir plenamente das riquezas de Deus. Não ousamos dizer que pedras vivas que permanecem sozinhas se tornam pedras mortas, mas é verdadeiro que uma pedra, apesar de viva, vai perder sua utilidade e não irá gozar plenamente das riquezas espirituais se não estiver ligada as outras pedras para se tornarem a habitação de Deus. Só iremos conter as riquezas de Deus como pedras vivas quando estivermos ligados uns aos outros. Só então Deus poderá habitar em nosso meio. Por isso deve haver convicção em nosso coração de que devemos estar unidos à igreja.


É maravilhoso saber que somos a matéria que Deus usa para construir sua casa.


Graças a Deus, verdadeiramente somos material para a casa espiritual de Cristo. Qualquer um desses materiais que for cortado da casa se tornará totalmente inútil. Ver isso é algo simplesmente grandioso. Pense como este pequeno pedaço de pedra que somos é indispensável à habitação de Deus, já que a falta dele deixará um buraco na casa por onde um ladrão poderia entrar. Sou material de Deus; Ele não pode edificar sem mim. Portanto, amado, você precisa ver que você foi trazido pelo Espírito Santo para ser material de edificação do templo de Deus.

Quão inútil você se torna se afastar-se dos outros. O propósito de um pedaço de material é ser ligado a outros materiais. Se permanecer isolado, o material é privado de sua função. Permanecer independente é perder das riquezas que Deus planejou que você desfrutasse, uma vez que você é incapaz de conte-lo. Para conter Deus, precisamos estar ligados uns aos outros.


Os Barris


Vamos supor que tivéssemos aqui muitos barris de madeira. Eles são construídos de tiras de madeiras justapostas. Podemos utilizar esses barris para carregar água. Mas se tirarmos uma dessas tiras de madeira, poderíamos carregar água nela? Certamente que não. A qualidade da madeira não mudou, mas a sua plenitude foi perdida. Aquela tira de madeira pode ser mergulhada na água, mas não pode transportá-la. Sua riqueza foi perdida. Da mesma forma, somos a casa de Deus; não podemos ser independentes ou perderemos muito.


Por serem jovens na fé, pode ser que vocês não compreendam isso completamente; mas ao passar do tempo vocês entenderão. De fato, no instante em que creu no Senhor, você passou a ter dentro de si uma inclinação natural de se encontrar com os filhos de Deus. Espontaneamente você procura encontrar outras pedras. Você deve simplesmente seguir este impulso do seu interior e não permitir que pensamentos ou a sua mente o impeçam de unir-se a outros crentes.

3. Unidos nos tornamos o corpo de Cristo!


Somos um no corpo de Cristo, tornamo-nos um corpo o corpo de Cristo. “Há somente um corpo...”


Efésios 4: 4 ao 6 há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.


I coríntios 12:12 “Porque, assim como o corpo é um , e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo”.


Com essas palavras vemos quão absolutamente impossível é alguém ser independente. Como membro de uma família terrena, posso recusar ter qualquer coisa a ver com meus irmão e irmãs, caso eu seja tão peculiar a ponto de querer cultivar um relacionamento com o meu pai como se fosse filho único. Da mesma forma, ainda que eu seja uma pedra viva dentre muitas outras para sermos feitos habitação de Deus, posso ser tão excêntrico a ponto de não desejar ser edificado juntamente com outros. Pedro era uma pedra viva mesmo antes de ser edificado com outros, mas era apenas uma pedra. Talvez o meu desejo seja ser um cristão por mim mesmo, isolado, não me importando se há um buraco na casa. Deus nos mostra, ainda mais, que somos mais do que pedras na casa ou irmãos em uma família somos um corpo.


Você pode ser um olho, uma boca, uma mão, um pé ou qualquer outro órgão no corpo. Um olho é extremamente útil para o corpo, mas se for deixado em casa é inútil. Uma mão unida ao braço é eficaz, mas será ineficaz se for deixada em um recipiente de vidro. Um pé devidamente ajustado ao corpo é de grande serventia, mas que valor terá se for deixado para traz?


O corpo é de uma tal forma que nenhum membro pode ser dele cortado e continuar a ser útil. Imagine que ao visitar uma casa, você deparasse com uma perna em cima da mesa uma mão debaixo de uma cadeira ou uma orelha sobre o assoalho, provavelmente nunca mais voltaria ali. Quão repugnante seria recolher uma mão, uma boca, um nariz, um olho, ou uma orelha do chão. Aquilo que é do corpo não pode ser separado dele. A família de Deus pode ser forçada a ser partida, o templo de Deus também pode ser destruído, mas o corpo de Cristo não pode ser separado. Nem o ouvido nem a mão nem o pé pode iradamente declarar sua independência. Não todos os membros do corpo devem estar unidos formando uma unidade.


Ninguém será arrebatado se não estiver ligado ao corpo!


O Senhor não deu a ninguém o aval para viver uma vida cristã isoladamente A vida que recebemos não nos permite sermos independentes, já que nossa vida depende da vida de outros. É uma vida dependente: eu dependo de você e você depende de mim. Lembre-se bem que nenhum membro do corpo pode ser independente, pois a independência significa morte certa. Isolamento tira a vida bem como sua plenitude. Esperamos, portanto, que os recém convertidos entendam que eles devem se unir a outros cristão. Não deve ser o caso de serem cristãos por vários anos e ainda permanecerem sozinhos.


Deus não nos deu uma vida espiritual independente. Estamos mutuamente ligados. Você já ouviu falar de instituições subsidiárias ou pessoas subordinadas. Todos os cristãos são assim subordinados, uma vez que ninguém é capaz de estar sozinhos diante de Deus. Todos nós subsistimos da vida de outros cristãos. Nós vimos isso somente após muitos anos de aprendizado. Nossa esperança para com os recém convertidos é que possam iniciar as suas vidas como subordinados. Assim eles serão supridos abundantemente com amor e comunhão.


Um cristão deve, portanto, unir-se à igreja. Agora, esse termo, “unir-se à igreja” não é bíblico, foi tomado emprestado do mundo. O que realmente queremos dizer é que ninguém pode ser um cristão isolado. Ele deve estar unido a todos os filhos de Deus. Por esta razão, ele necessita unir-se à igreja. Ele não pode reivindicar ser um crente por si mesmo. Ele é cristão somente sendo subordinado aos outros.


Filipenses 2: 27 ao 30 Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. 28E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas, para vós, de salvação, e isto de Deus. 29Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, 30tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim.


Filipenses 2:27ao 30 Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. 28 E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas, para vós, de salvação, e isto de Deus. 29 Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, 30 tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim.


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