A  arca nos ombros!



A arca nos ombros !


Êxodo 37:1-5 “Fez também Bezalel a arca de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois côvados e meio, a sua largura de um côvado e meio, e a sua altura de um côvado e meio. Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora, fez-lhe uma moldura de ouro ao redor, e fundiu-lhe quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, duas argolas num lado e duas no outro. Também fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro; e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para se levar à arca.”


A arca era uma caixa retangular que media 1,14m de comprimento por 68,58cm de largura. Feita em madeira de acácia coberta de ouro por dentro e por fora, havia uma borda de ouro rodeando sua parte superior, anéis de ouro nos quatro cantos, e varas de madeira cobertos por ouro para que pudessem carregá-la. Havia uma tampa para a arca da aliança, feita de ouro puro, era o propiciatório. A palavra hebraica traduzida "Propiciatório" significa "o lugar onde a propiciação é feita". Propiciação significa apaziguar ou aplacar a ira ou alguém irado.


Êxodo 25:18 ao 21 "Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão deles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca;" )




Há três passagens no Novo Testamento que falam do propiciatório de ouro fino sobre o qual Deus habitava no Tabernáculo. A consideração destas três referências é muito esclarecedora.


A primeira referência é : Romanos 3:25 e 26, “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no Seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”


A segunda referência esta em : I João 2:2 “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo mundo.”


A terceira passagem esta em : I João 4:10 que diz, “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”


Resumindo as três passagens aprendemos que: Cristo é o propiciador (intercessor, aquele que aplaca a ira, que apazigua) para o pecador ser tornado “propício” (ou, tornando ser favorável) a Deus, e, pelo sangue de Cristo Deus é feito “propício”, ou seja, tornado favorável para com o pecador. Cristo, sendo o nosso substituto, assumindo os nossos pecados, expiando-se pela nossa culpa “cobriu” todos aqueles que se arrependem e crêem n’Ele pela fé. Por Cristo ser a propiciação dos nossos pecados a ira de Deus contra nós é eliminada ou aplacada. Interessante que em cada extremidade da arca, estavam dois querubins de ouro, um de frente para o outro, com seus olhares dirigidos ao propiciatório. As suas asas se tocavam mutuamente, estendidas para cima.


A arca era um elemento do Tabernáculo. Era considerado como o trabalho de maior relevância feito para representar a presença de Deus no meio ao Seu povo. Os sinais encontrados na arca representam ministérios e apontam para o profético e o messiânico. A grande responsabilidade que temos em nossos dias em transportarmos ou levarmos a Arca do Senhor é muito grande, até por que a arca sempre foi a representatividade da presença do Senhor no meio de seu povo. Isto quer dizer que eu sou um transportador desta gloriosa presença. Antes porem vamos analisar o que a Arca representava para o povo de Deus fazendo uma analogia com a nossa vida cristã em nossos dias.


Os elementos dentro da Arca!


1. A Vara de Arão


Números 17:8 “Sucedeu, pois, que no dia seguinte, Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, florescia; porque produzira flores e brotara renovos e dera amêndoas.”


Este foi um dos episódios mais tristes onde Israel questionou a autoridade de Moisés e de Arão como seus líderes, o que trouxe graves conseqüências (Numeros17:10). A Vara de Arão aponta para a ressurreição de Jesus. Aquele que estava morto venceu o poder da morte e assim como a vara de Arão cortada da terra voltou a florescer, assim também o filho de Deus ressuscitaria dentre os mortos. (João 11:25). O galho que floresceu dentro da arca é um sinal de que a Palavra se cumpre há seu tempo e que ela não deixa de florescer, ainda que estejamos em um deserto. É também a restituição da voz profética. Nosso crédito profético será restituído. Quando falarmos ou profetizarmos , todos receberão do mover e dirão: ‘o meu líder profetizou na minha vida e realmente aconteceu, porque o nosso crédito profético está sendo restituído. A vara de Arão significa ainda o tempo de florescer em todas as estações. Obs. A amendoeira é a única árvore que ultrapassa as estações comuns. No inverno, ela está florescendo e no verão dá o fruto. Quando entra na primavera, ela ainda está frutificando.


O que Deus quer dizer para nós nos dias de hoje


Deus está dizendo: ‘vou apressar os seus passos para a conquista que está chegando ao seu ministério'. A amendoeira sinaliza um tempo profético. Segundo alguns estudiosos, a amendoeira é a única árvore frutífera que vence o inverno, que começa a brotar antes de qualquer árvore, que ultrapassa o tempo da colheita comum e, quando para muitas árvores a colheita está se encerrando, para a amendoeira, ela está anunciando os novos frutos.

Você é uma amendoeira. Isso significa que o seu ministério sempre frutificará e diante da colheita você sempre terá a perspectiva de outros frutos que aparecerão. Esse é o tempo, essa é a unção devolvida quando a arca volta para o ombro do sacerdote, ou seja, aquele que leva a Arca.


A nossa colheita será abundante. Colheremos no tempo e fora do tempo!


2. A Tábua da Lei


Êxodo:28 “E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.”


A tábua da lei fala da restituição dos princípios. A tábua da lei é um sinal de que os princípios de Deus não podem ser quebrados. Moisés sobe ao Sinai por duas vezes. Em uma das vezes, ele se irritou com o povo e quebrou as tábuas da lei, os princípios. Moisés teve que subir novamente ao Sinai, para escrever os princípios de volta, os mandamentos. Ele havia pecado tanto quanto o povo.


Êxodo 32:19 Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte;


Êxodo 34:1 ao 3 Então, disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.E prepara-te para amanhã, para que subas, pela manhã, ao monte Sinai e ali te apresentes a mim no cimo do monte. Ninguém suba contigo, ninguém apareça em todo o monte; nem ainda ovelhas nem gado se apascentem defronte dele.


Moisés foi o primeiro homem que, literalmente, quebrou os princípios, lançou-os no chão, por causa da sua ira. Não somos diferentes de Moisés. Muitas vezes, na hora da ira, quebramos muitos princípios. Esquecemo-nos de que somos uma arca e de que não devemos jogar a tábua da lei fora isto significa que não podemos ignorar a palavra de Deus. A tábua da lei é um sinal de que os princípios de Deus não podem ser quebrados, pois são à base de toda ética divina e social, através da qual o homem, além de honrar a Deus, honra a si mesmo e ao seu próximo. Essa é uma tríade de honra: Deus, a si mesmo e ao próximo, revela cumprimento de princípios. O Senhor restituirá, nessa unção dos princípios, a nossa honra. No lugar da vergonha, o Senhor nos dará honra dupla.


Isaias 61:7 Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria.


Essa tríade precisa ser considerada, os princípios precisam ser guardados e vividos, pois eles são a base para o equilíbrio de toda a humanidade.

Onde há cumprimento de princípios, a presença de Deus traz respaldo e extirpa toda dor. Quando a arca é resgatada, a unção da devolução dos princípios também vem sobre as nossas vidas. Essa unção é uma palavra revelada, como vida para o nosso espírito. Como podemos crer numa unção que esteja fora da Palavra e uma palavra que esteja fora da unção? Há pessoas com a palavra fora da unção, usando apenas o carisma natural, que, apesar de ser bom, não constrói ministério. Um ministério para ser construído precisa ter a sua base na unção da Palavra. É a unção que faz a diferença na vida de um Crente e no ministério de um líder.


3. O Maná


Êxodo 16:22 “Eles, pois, colhiam o maná a cada manhã, cada um conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se.”


O maná fala da restituição da provisão e do suprimento. O povo hebreu era escravizado pelos Egípcios, ficaram 430 anos comendo a maioria deles uma porção de ração por dia. E agora teriam que comer o mana vindo direto do trono era uma ordem e, como sinal de obediência eles passariam 40 anos no deserto sem shoppings, sapatarias, padarias, supermercados. Nada. Eles iam crescendo e os sapatos e as roupas ia crescendo conforme o seu corpo. Com o Mana Deus queria mostrar com isso que Jesus seria a nossa provisão em todo o tempo da nossa jornada. Jesus é o pão que desceu do céu. (João 6:32)


Deuteronômio 8:4 Nunca envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos.


É Deus quem cuida do Seu povo em pleno deserto. Você entrará em um nível de prosperidade, porque este Deus lhe trará restituição. É o maná do Trono. É uma unção verdadeira, é um sinal de que as nossas dificuldades e os nossos desertos estão encerrados, o Senhor jamais desamparará o Seu povo, pois quem andou com Ele 40 anos não teve necessidade alguma. Estamos falando de milagres de restituição. Alguém ser restituído é voltar a ter o crédito sem ser cobrado o passado, pois a nossa geração tem enfrentado desertos diferentes, mas o Senhor tem guardado e suprido o Seu povo, trazendo suprimento de prosperidade advindo pela obediência da caminhada em um propósito. Isso está dentro da arca.


Não podemos perder a visão da Arca !


Quem perde a visão da arca perde a provisão. A prosperidade não é resultado da força do braço, é militar debaixo do propósito divino. É por isso que muitos não prosperaram. Devemos saber onde investimos; se há retorno, se é investimentos que estamos fazendo ou é gasto.

Muitas pessoas querem a prosperidade como recompensa de seu trabalho. A prosperidade é um sinal de aliança. Prospera quem faz aliança com quem é próspero. É um resultado de obediência à Palavra, pela qual estamos sendo restituídos, porque o Senhor, em meio ao deserto, tem sido o grande provedor. Creio que a provisão virá para a sua vida, como sinal de Deus para esse propósito, porque estamos recebendo uma visão correta: o lugar certo da arca. Esses elementos indicam e apontam para um ministério que poderá fazer toda a diferença nessa guerra de histórias e descréditos que muitos passam. Devolver a arca para os ombros do sacerdote é uma chamada profética que nos levará a uma responsabilidade individual e um maior cuidado conosco mesmo. Assim, não permitiremos que o adversário mine a nossa base. Para a arca ser movida, havia algumas exigências feitas apelo próprio Senhor. “Davi fez para si casas na cidade de Davi; também preparou um lugar para a arca de Deus, e armou-lhe uma tenda.”


II Crônicas 15:1 Fez também Davi casas para si mesmo, na Cidade de Davi; e preparou um lugar para a arca de Deus e lhe armou uma tenda.


A presença da arca é segurança para o povo e ameaça para o inimigo


I Samuel 4 ao 7 Mandou, pois, o povo trazer de Siló a arca do SENHOR dos Exércitos, entronizado entre os querubins; os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca da Aliança de Deus. Sucedeu que, vindo a arca da Aliança do SENHOR ao arraial, rompeu todo o Israel em grandes brados, e ressoou a terra. Ouvindo os filisteus a voz do júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então, souberam que a arca do SENHOR era vinda ao arraial. E se atemorizaram os filisteus e disseram: Os deuses vieram ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Que tal jamais sucedeu antes.


1. Presença de Deus


Este era o objetivo da arca: tirar uma geração do deserto, trazer a geração para a terra da promessa. A arca era o sinal vivo da presença de Deus, para que o povo se sentisse seguro, um grande sinal de que o Senhor, o todo poderoso estava no meio deles, de fato, no meio da multidão. Jesus é a arca viva, que vive dentro de nós na pessoa do Seu Espírito e faz com que a Sua graça nos motive a atrair as multidões à Sua presença.


Números 10: 33 ao 36 Partiram, pois, do monte do SENHOR caminho de três dias; a arca da Aliança do SENHOR ia adiante deles caminho de três dias, para lhes deparar lugar de descanso. A nuvem do SENHOR pairava sobre eles de dia, quando partiam do arraial. Partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, SENHOR, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam.E, quando pousava, dizia: Volta, ó SENHOR, para os milhares de milhares de Israel.



2. Nós representamos a Arca no meio do povo!


A arca, quando era movida, trazia segurança para o povo e, ao fazer os atos proféticos, a glória de Deus se manifestava (Josué 3:3-5). Vemos também que há promessa quando somos a arca em operação, que rodeia as cidades. O Senhor logra êxito por intermédio do seu povo. Esse é um tempo que precisamos saber que somos a arca de Deus em operação para manifestar a glória do Senhor nas nossas conquistas


Josué 6 11 e 12 Assim, a arca do SENHOR rodeou a cidade, contornando-a uma vez. Entraram no arraial e ali pernoitaram. Levantando-se Josué de madrugada, os sacerdotes levaram, de novo, a arca do SENHOR.


A arca foi fator fundamental nessa caminhada, como presença e promessa de Deus para derrubar as muralhas, para resgatar Raabe e para trazer segurança ao povo. Era a aprovação de que Deus queria consertar a cidade e gerar uma nova situação. Somos chamados para esse ato profético e Deus nos usará como arca dele para mudarmos o histórico das nossas cidades e, conseqüentemente, da nossa nação. As nossas conquistas se dará mediante o valor que dermos a presença de Deus.


Salmos 68:3 Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria.



3. Lembrança da promessa


A arca trazia uma segurança que o povo estava firme com a presença de Deus e Suas promessas eram lembradas com intensidade. Cada crente, nascido de novo, deverá saber que transportará a presença de Deus e conseqüentemente a sua glória ou seja os seus feitos. Hoje a arca não está diante dos nossos olhos, pois se fosse assim já teriam feito objeto de idolatrias e peregrinações. O fundamental nisso tudo é saber que somos esse transporte maravilhoso, e Jesus (Yeshua) é a arca viva que está no meio do Trono de Deus. Muitos filmes foram criados e muitos estão buscando a Arca perdida até os dias de hoje, porem sabemos que o Deus todo poderoso havia apenas dado um sinal de sua parecença ao povo. Tudo era apenas um protótipo do que havia nos céus.


Apocalipse 11:19 Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.


A arca está diante do Trono, pois nada no céu é maior do que o nosso Deus.




A Arca era e é símbolo de vitoria


Quando a arca saiu da presença do povo de Deus houve tristeza, luto, morte, e guerra!


I Samuel 4:12 ao 22.


A arca era o sinal que o inimigo não cercaria o território e que o povo estaria seguros na presença do Deus de Israel. A arca simboliza proteção para uma nação, proteção para uma família, proteção para o sacerdote, proteção para o ministério. A não era apenas um amuleto da sorte, era ter os olhos do Senhor sobre si todo o tempo, era saber que eles mesmo em guerra podiam dormir em paz e acordar em paz.


Deus havia estabelecido algumas exigências quanto a Arca!


  • As varas não podiam sair das argolas. Êxodo 25:14 e 15 e meterás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca. As varas estarão nas argolas da arca, e não se tirarão dela.


  • Ela deveria ser carregada apenas pelos sacerdotes levitas através das varas.


Levar a Arca nos ombros do sacerdote significa que a unção sacerdotal e a unção profética devem ser respeitada, hoje esta unção precisa ser restauradas. Não é qualquer pessoa que esta apta a levar a presença de Deus, não por que deixam de ser especiais, mais por que Deus não pode se contaminar com o Pecado.


Onde foi parar a Arca do Senhor no sacerdócio de Eli


Nas mãos dos filisteus que por sua vez colocaram diante do deus Dagom, e conhecemos a história e as maldições que sobrivieram naquela nação.


Durante sete meses, a arca permaneceu na Filístia!

Durante este tempo os israelitas não fizeram esforços para a recuperarem. Mas estavam agora os filisteus tão ansiosos para se livrarem de sua presença como haviam estado para a obterem. Em vez de ser uma fonte de força para eles, foi um grande peso e grave maldição. Contudo não sabiam o que fazer; pois aonde quer que ela ia , seguiam-se os juízos de Deus. O povo chamou os príncipes da nação, juntamente com os sacerdotes e adivinhos, e ansiosamente indagou:

“Que faremos nós da arca do Senhor”?

Fazei-nos saber como a tornaremos a enviar ao seu lugar.” Foram aconselhados a devolvê-la com uma valiosa oferta para expiação da culpa. “Então”, disseram os sacerdotes, “sereis curados, e se vos fará saber porque a Sua mão se não tira de vós.”

Obs. Antigamente costume entre os gentios fazer-se uma imagem de ouro, prata, ou outro material, daquilo que causava destruição, ou do objeto ou parte do corpo especialmente atacada. Isso era colocado sobre alguma coluna, ou em algum ponto bem visível, e supunha-se ser uma proteção eficaz contra os males assim representados. Costume semelhante ainda existe entre alguns povos gentílicos. Quando uma pessoa que sofre de alguma doença vai ao templo de seu ídolo em busca de cura, leva consigo uma figura da parte atacada, que apresenta como uma oferta ao seu deus. Foi de acordo com esta superstição dominante, que os principais dos filisteus recomendaram ao povo fazer representações das pragas pelas quais tinham sido afligidos:

I Samuel 6:1 ao 5 Havendo, pois, estado a arca do Senhor na terra dos filisteus sete meses, 2 os filisteus chamaram os sacerdotes e os adivinhadores, dizendo: Que faremos nós da arca do Senhor? Fazei-nos saber como a tornaremos a enviar ao seu lugar. 3Os quais disseram: Se enviardes a arca do Deus de Israel, não a envieis vazia, porém sem falta lhe enviareis uma oferta para a expiação da culpa; então, sereis curados, e se vos fará saber por que a sua mão se não tira de vós. 4Então, disseram: Qual é a expiação da culpa que lhe havemos de oferecer? E disseram: Segundo o número dos príncipes dos filisteus, cinco hemorróidas de ouro e cinco ratos de ouro, porquanto a praga é uma mesma sobre todos vós e sobre todos os vossos príncipes. 5Fazei, pois, umas imagens das vossas hemorróidas e as imagens dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel; porventura, aliviará a sua mão de cima de vós, e de cima do vosso deus, e de cima da vossa terra.

Aqueles magos reconheciam que um poder misterioso acompanhava a arca, poder este que eles não tinham sabedoria para enfrentar. Contudo não aconselhavam o povo a desviar-se de sua idolatria para servirem ao Senhor. Odiavam ainda ao Deus de Israel, embora compelidos pelos juízos esmagadores a submeter-se à Sua autoridade. Assim os pecadores podem convencer-se pelos juízos de Deus de que é inútil contender contra Ele. Podem ser obrigados a sujeitar-se ao Seu poder, enquanto no coração se rebelam contra o Seu domínio. Tal submissão não pode salvar o pecador. O coração deve render-se a Deus — deve ser subjugado pela graça divina — antes que o arrependimento do homem possa ser aceito.Os filisteus idólatras e o relapso Israel haviam semelhantemente desfrutado dos dons de Sua providência. Alguns houve entre os filisteus que estavam prontos a opor-se à volta da arca à sua própria terra. Tal reconhecimento do poder do Deus de Israel seria humilhante ao orgulho da Filístia.

Mas “os sacerdotes e os adivinhadores” ( I Samuel 6:2) aconselharam o povo a não imitar a teimosia de Faraó e dos egípcios, e assim trazer sobre si ainda maiores aflições. Propuseram então um plano que ganhou o assentimento de todos, e imediatamente foi posto em execução.

A Arca foi colocada num carro de Boi com todas as imagens!

A arca, juntamente com a oferta feita de ouro, para a expiação da culpa, foi posta em um carro novo, prevenindo assim todo o perigo de contaminação; a este carro foram ligadas duas vacas sobre cujo pescoço nunca havia sido posto jugo. Seus bezerros foram presos em casa, e as vacas foram deixadas livres para irem onde quisessem. Se a arca fosse assim devolvida aos israelitas pelo caminho de Bete-Semes, a cidade mais próxima dos levitas, os filisteus aceitariam isto como prova de que o Deus de Israel lhes fizera aquele grande mal; “e, se não”, disseram eles, “saberemos que não nos tocou a Sua mão, e que isto nos sucedeu por acaso”. Sendo deixadas à vontade, as vacas afastaram-se de seus bezerros, e, mugindo enquanto iam, tomaram a estrada direta para Bete-Semes. Sem serem guiados por mão humana, os pacientes animais se conservaram a caminho. A presença divina acompanhou a arca, e ela passou em segurança exatamente para o lugar designado.

Era uma época do Ano muito especial!

Era então o tempo da ceifa do trigo, e os homens de Bete-Semes estavam a fazer a colheita no vale. “E, levantando os seus olhos, viram a arca, e vendo-a, se alegraram. E o carro veio ao campo de Josué, o bete-semita, e parou ali; e ali estava uma grande pedra; e fenderam a madeira do carro, e ofereceram as vacas ao Senhor em holocausto.” Os príncipes dos filisteus, que haviam acompanhado a arca “até o termo de Bete-Semes” (I Samuel 6:9, 13, 14, 12), e foram testemunhas da recepção à mesma, voltaram então a Ecrom. A praga cessou, e ficaram convencidos de que suas calamidades tinham sido o juízo do Deus de Israel.

Os que encontraram a Arca não foram fieis o suficiente!

Os homens de Bete-Semes rapidamente espalharam a notícia de que a arca estava em seu poder, e o povo do território circunvizinho reuniu-se para festejar a sua volta. A arca fora posta sobre a pedra que a princípio servira de altar, e diante dela sacrifícios adicionais foi oferecido ao Senhor. Houve arrependimento pelos seus pecados, e a bênção de Deus os teria acompanhado. Mas não estavam a obedecer fielmente à Sua lei; e, ao mesmo tempo que se regozijavam com a volta da arca como um precursor do bem, não tinham uma intuição verdadeira de sua santidade. Em vez de prepararem um local conveniente para sua recepção, permitiram que ela ficasse no campo da ceifa.

Como continuassem a olhar para o receptáculo sagrado, e falar acerca da maneira maravilhosa por que havia sido recuperado, começaram a conjeturar sobre onde jazia o seu poder peculiar. Finalmente, vencidos pela curiosidade, removeram a cobertura, e arriscaram-se a abri-la. Todo o Israel havia sido ensinado a olhar para a arca com temor e reverência. Quando se exigia mudá-la de um lugar para outro, os levitas nem sequer deveriam olhar para ela. Apenas uma vez ao ano permitia-se ao sumo sacerdote ver a arca de Deus. Mesmo os filisteus gentios não haviam ousado remover a sua cobertura. Anjos do Céu, invisíveis, sempre a acompanhavam em todas as suas viagens. A irreverente ousadia do povo de Bete-Semes foi prontamente punida. Muitos foram feridos de morte instantânea. Os sobreviventes não foram levados por este juízo a arrepender-se de seu pecado, mas apenas a olhar para a arca com um temor supersticioso. Ansiosos por se livrarem de sua presença, e não ousando contudo afastá-la, os bete-semitas enviaram uma mensagem aos habitantes de Quiriate-Jearim, convidando-os a levá-la. Com grande alegria os homens deste lugar receberam o sagrado receptáculo. Sabiam que ele era o penhor do favor divino aos obedientes e fiéis. Com solene alegria levaram-na à sua cidade, e a colocaram na casa de Abinadabe, levita. Este homem designou seu filho Eleazar para cuidar da mesma, e ela ali ficou durante 20 anos.





O Retorno da Arca do Senhor!


I Crônicas 13: 12 ao 14 E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus? Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha.


Esta mensagem com toda certeza mudará seu jeito de ser para com Deus, lhe trazendo para uma responsabilidade espiritual ainda maior dentro da casa de Deus, que é uma das deficiências da Igreja de hoje.

O que é a shekinah

Quando o Senhor mandou Moisés construir a Arca , Ele diz que a sua presença iria com o povo. Então a Arca do Senhor representava a presença do Senhor no meio do povo. A palavra SHEKINAH é hebraica que significa a gloria de Deus, então a Shekinah significa: Esplendor de sua glória , e a palavra no hebraico para presença significa Kavod (outros significados são grandeza, honra ).. Mas é notório que o Senhor quer que sua Shekinah (gloria) esteja no meio de seu povo, mas isso não se dará sem a sua presença! O que menos temos visto dentro da igreja é o povo desejando apenas a gloria de Deus, sem uma busca constante do Kavod (presença do todo poderoso).


A catástrofe ocorrida no meio do caminho


lemos que quando o rei Davi assumiu o reinado em Israel, (leia a mensagem a importância da shekinah) logo ele decide buscar a arca do senhor que estava há muitos e muitos anos, longe de seu lugar, estava na casa de Abinadabe, homem que tinha dois filhos, Uzá e Aiô. Davi parte cheio de pressa e boa intenção, mas se esquece que a pressa é inimiga da perfeição. Chega à casa de Abinadabe e leva a arca de forma errônea, um dos bois tropeça, e Uzá toca na arca e é fulminado pela presença de deus, onde suas entranhas são expostas diante de todos. Então o rei Davi para e todos ficam amedrontados com o ocorrido e Davi diz uma frase que devemos repetir todos os dias de nossa humilde vida: como trarei a mim a arca do senhor? Que traduzindo para nossos dias seria:


Como trarei a mim a presença do senhor?


Diante do fato ocorrido com o filho de Abinadabe, todos pararam no caminho e uma questão ficou em evidencia, de que tudo estava errado. Mas Davi dá uma olhada de lado e vê uma tapera, uma casinha de pau-a-pique, e como uma fumaça saia da chaminé, Davi viu que alguém estava em casa. Davi se dirige para a tapera e bate na porta. Uma mulher raquítica, com olhos no fundo, o atende e logo vê que se tratava do novo rei de Israel, então ela dá um grito e chama seu marido, o nome dele é Obede-Edom, que ao ouvir o grito de sua amada vem correndo, e se depara com o rei Davi que lhe conta o ocorrido e lhe informa o que era A ARCA DO SENHOR. Talvez se fosse eu ou você, ao sabermos de que Deus matou Uzá só por tocar na Arca, e ainda era da tribo de Judá, como um Indômita seria poupado? Mas mesmo assim Obede-Edom aceita e recebe a Arca do Senhor. Mas antes de sair o rei Davi lhe informa que logo que pudesse voltaria para recuperar a Arca, pois ela era a presença de Deus, a Shekinah do Senhor. Obede-Edom concorda. Então o rei e toda sua comitiva, toda sua orquestra, voltam para Jerusalém, tristes e cabisbaixos, pois não puderam levar a presença de Deus e em suas mentes a pergunta continuava a soar cada vez em tom mais alto:


Como traremos a nós a presença do senhor?


Mas ela, a Arca do Senhor, a Presença do todo poderoso, ficou na casa de um casal pobre, humilde, que morava a beira da estrada. O que Davi e todo o povo não sabiam era que Deus tinha um plano na vida de Obede-Edom. Então lemos no vr. 14 que por três meses a arca ficou na casa de Obede-Edom e Deus abençoou tudo, tudo, mas tudo o que Obede-Edom possuía.


Hoje me dia não a respeito pela presença de Deus nem na sua casa imagine na casa dos crentes!


Algo terrível tem acontecido em nossos dias não há mais respeito pela presença de Deus na sua própria casa, temos visto de tudo e mais um pouco quanto ao desrespeito para com o nosso Deus. As igrejas de hoje, mais se parece com um parque de diversão do que a igreja do Senhor. Nossa igreja se parece com a casa de Abinadabe, do que com a casa de Obede-Edom. Mas a verdade é uma só quando damos o devido valor a presença de Deus temos o privilegio de desfrutar da sua gloria como aconteceu com a casa de Obede-Edom.






Quando os Bois Tropeçaram


I Crônicas 13:1-14


Era um dia de grande alegria em Israel o que poderia dar de errado ?


I Crônicas 13:8 "Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúdes, com tamboris, com címbalos e com trombetas"


Depois de mais de 40 anos de desprezo, a arca de Deus estava voltando para ficar novamente no meio do povo de Israel (1 Crônicas 13:1-3; 1 Samuel 4:1-11). Mas, no pique da celebração e festim, os bois que puxavam a arca em seu carro novo tropeçaram. Para evitar que a santa arca caísse no chão, Uzá estendeu a mão e a segurou. Com isso, ele morreu castigado pela ira do Senhor. O dia de alegria tornou-se dia de grande tristeza e luto.


O que aconteceu de errado para que se acendesse a ira do Senhor contra este "bom homem" que simplesmente tentava proteger a santidade da arca de Deus?


Um Começo Errado pode trazer conseqüências irreparáveis !


A busca da arca era, na verdade, a busca da presença de Deus (I Crônicas 13:6; Êxodo 25:17-22). Isto é a coisa certa a se fazer. Mas, será que existe uma maneira certa de buscar a presença de Deus? Será que existe um jeito certo de louvá-lo?


Vamos analisar como Davi começou errado na sua busca da presença do Senhor:


Em primeiro lugar - Davi chamou primeiramente as pessoas importantes de Israel. "Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes". Deixando os sacerdotes por ultimo.


I Crônicas 13:1 ao 4 E teve Davi conselho com os capitães dos milhares, e dos centos, e com todos os príncipes; 2e disse Davi a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece e se vem isso do Senhor, nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arrabaldes, para que se ajuntem conosco; 3e tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul. 4Então, disse toda a congregação que assim se fizesse; porque esse negócio pareceu reto aos olhos de todo o povo.



Aquilo pareceu reto diante dos olhos do povo, sabe quando você se importa com o que as pessoas pensam e não o que Deus deseja? As vezes estamos mais inter